Os sintomas são de gravidez, mas a mulher não está de fato grávida. Essa é a gravidez psicológica.
Também chamada de pseudociese, a gravidez psicológica é uma condição rara atualmente. O site MD.Saúde estima que 1 em 22 mil gestações não seja verdadeira. Mas, embora sua incidência não seja a mesma que em outros tempos, é preciso entender e conhecer a doença que atinge mulheres em diferentes estágios da vida.
O que é gravidez psicológica?
A gravidez psicológica é quando a mulher apresenta todos os sintomas de uma gravidez: cansaço, náuseas, seios inchados, aumento no tamanho da barriga e até mesmo atraso da menstruação. No entanto, não há uma gravidez de fato, não existe um feto sendo gerado em seu corpo.
Nessa condição, a única maneira de atestar é através de exames para gravidez, pode ser o teste de farmácia, exame de sangue ou ultrassonografia. Uma vez que não será identificado o hormônio HCG no organismo da mulher. Assim, os sintomas físicos indicam a existência da gravidez, embora os exames mostrem o contrário.
A gravidez psicológica pode durar dias, semanas, meses ou anos. Mulheres que não acreditam no diagnóstico negativo ou não aceitam tratamento, tendem a conviver com a condição, afetando assim sua rotina e sua saúde mental.
Quais os sintomas e causas de uma gravidez psicológica?
É importante ressaltar que não há causas claras para que a gravidez psicológica seja desenvolvida. De maneira geral, sua origem está no psicológico, na saúde mental. Mulheres que têm um grande desejo ou medo intenso de ser mãe podem apresentar os sintomas.
A causa pode estar na fixação, seja pelo desejo ou medo, de engravidar. Assim, o inconsciente acaba acreditando que a condição de fato é real, e o cérebro emite sinais ao corpo que acaba se modificando fisicamente para gerar o bebê que não existe.
Há ainda motivos para a pseudociese em traumas e doenças psicológicas, como depressão e ansiedade. Portanto, de forma geral, essa é uma doença que se manifesta, primeiramente, em âmbito psicológico e gerando, posteriormente, manifestações físicas.
Vale ressaltar que os sintomas são os mesmos de uma gravidez comum, passando por todos os estágios que mulheres grávidas enfrentam: mudanças corporais, atraso da menstruação, vômitos, enjoos, cansaço, dores no corpo, produção de leite, entre outros.
Existem situações em que as mulheres iniciaram o trabalho de parto, mesmo não havendo uma gravidez de fato. Por isso, é importante identificar a condição desde o começo.
Possíveis tratamentos para uma gravidez psicológica
Sendo, portanto, uma doença que se manifesta primeiramente no campo da saúde mental, o tratamento para a gravidez psicológica deve ser feito com o acompanhamento de pelo menos dois profissionais: um psicólogo e um ginecologista.
O psicólogo é quem irá definir as possíveis causas para o surgimento da doença, além de passar pela aceitação da mulher em não estar grávida e compreender as situações que levaram até a condição.
Além disso, o tratamento psicológico é que será responsável por lidar com a origem da gravidez psicológica. Seja através de medicamentos ou outras técnicas, o acompanhamento psicológico deve ser feito pela mulher até que o médico lhe dê alta.
Em contrapartida, mesmo surgindo em âmbito da saúde mental, a pseudociese se manifesta no corpo feminino, provocando alterações hormonais que levam a algumas mudanças físicas.
Desse modo, o acompanhamento por um ginecologista é fundamental para que as taxas hormonais sejam reguladas e a mulher consiga voltar a normalidade em seu corpo. Em muitos casos, o uso de medicamentos se faz necessário até que ambos os tratamentos apresentem os resultados.
A gravidez psicológica precisa ser identificada e tratada com profissionais capacitados, em ambiente seguro e de confiança da mulher. O Imigrantes Hospital e Maternidade oferece uma estrutura completa para os mais diversos tratamentos e está pronto para cuidar de cada paciente como ela merece.